St. Pauli: Cooperativa do clube arranca já em novembro
Os sócios, adeptos e simpatizantes do St. Pauli poderão então adquirir ações da nova cooperativa. O custo é de 850 euros por ação. O clube espera angariar até 30 milhões de euros e espera que a cooperativa se torne a proprietária maioritária do Estádio Millerntor. Trata-se da primeira forma de financiamento deste género no futebol profissional alemão.
"A cooperativa é o modelo perfeito para o FC St. Pauli. Os sócios e os adeptos estão envolvidos e aplica-se uma regra democrática básica: todos têm direito a voto - independentemente do número de acções adquiridas", afirmou o presidente do clube, Oke Göttlich.
"Este é o projeto mais importante para o St. Pauli. Queremos mostrar que não só é possível um tipo diferente de futebol, como também um tipo diferente de financiamento", acrescentou.
A compra do Estádio Millerntor como objetivo
Há cerca de um ano que o St. Pauli tem vindo a seguir o plano concreto de fundar uma cooperativa, na qual cada membro recebe apenas um voto, independentemente do número de ações subscritas. Desta forma, o clube pretende continuar a dominar os desafios do futebol profissional no futuro, embora as receitas não fluam diretamente para a equipa principal.
Em vez disso, as receitas esperadas serão utilizadas para comprar o Estádio Millerntor e financiar a expansão do centro de formação de jovens.
Em outubro, o Schalke 04 anunciou igualmente a criação de uma cooperativa de patrocínio. A cooperativa, na qual podem participar os 190.000 sócios do clube, adquirirá inicialmente ações da empresa do estádio. O Schalke anunciará mais informações na assembleia geral de 16 de novembro.