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Guardas prisionais do Uganda proibidos de levar telemóvel para o trabalho

Guardas prisionais do Uganda proibidos de levar telemóvel para o trabalho
Guardas prisionais do Uganda proibidos de levar telemóvel para o trabalhoProfimedia
As autoridades do Uganda proibiram esta segunda-feira os guardas prisionais de utilizar telemóveis durante o Mundial-2022, e alertou para a eventualidade de os detidos poderem tirar partido do entusiasmo em torno da competição para fugir.

"O início da Mundial-2022 em 20 de novembro de 2022 e o entusiasmo que acompanha a competição podem levar à fuga de detidos", disse em comunicado divulgado esta segunda-feira o porta-voz do comissário-geral das prisões, Frank Mayanja Baine.

No comunicado, ordena-se que os "funcionários das prisões não se devem apresentar no trabalho com telefones, porque distraem a atenção e interferem no nível de vigilância", e alerta-se para a necessidade de reforçar a segurança nas áreas "onde os presos podem assistir aos jogos".

Fugas em larga escala são comuns nas prisões de Uganda, que geralmente estão sobrelotadas.

Em setembro de 2007, mais de 200 detidos escaparam de uma prisão de alta segurança na região de Karamoja, no nordeste do país.

Em 2006, outros 500 detidos também escaparam de um estabelecimento penitenciário de Arua, na região do Nilo Ocidental (noroeste).

O Uganda tem mais de 6.000 detidos nas suas prisões, de acordo com registos oficiais.